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Diagnósticos da Roche faturam R$ 1,5 bi e devem crescer com IA no Brasil

  • Gabriel V.
  • 1 de abr.
  • 2 min de leitura

Companhia projeta faturamento de R$ 1,7 bilhão e vê potencial no avanço da prevenção e automação no setor de saúde



Companhia projeta faturamento de R$ 1,7 bilhão e vê potencial no avanço da prevenção e automação no setor de saúde

Carlos Martins, CEO da Roche Diagnóstica. (Foto: Divulgação)

O avanço da inteligência artificial no setor de saúde começa a redesenhar não apenas a forma de atendimento, mas também a lógica de crescimento das empresas que operam nesse mercado.

É nesse contexto que a divisão de diagnósticos da Roche no Brasil projeta expansão de faturamento, saindo de R$ 1,5 bilhão para R$ 1,7 bilhão até 2026, apoiada em inovação, automação e ampliação de mercado.


Diagnóstico como eixo estratégico no sistema de saúde


A estratégia da companhia parte de uma leitura clara: o diagnóstico tende a ganhar protagonismo na estrutura de saúde, especialmente em sistemas que buscam eficiência e redução de custos no longo prazo.

No Brasil, esse movimento ainda encontra espaço relevante para crescimento. Enquanto países desenvolvidos destinam cerca de 2% dos gastos em saúde para diagnóstico, o índice nacional gira em torno de 0,5%.

Essa diferença evidencia um potencial de expansão significativo, principalmente quando associado à necessidade de ampliar ações de prevenção.

Segundo Carlos Martins, CEO da Roche Diagnóstica no Brasil, o tema está diretamente ligado à eficiência do sistema.

“Se investirmos mais em prevenção, os problemas de saúde serão mais simples de resolver. Quando o tratamento acontece em estágios avançados, o custo é maior”, afirma.


Setor público como vetor de crescimento


Um dos principais focos da estratégia da Roche está na ampliação da presença no setor público, que atualmente representa cerca de 30% da receita da divisão no país.

Considerando que aproximadamente 75% da população brasileira depende do sistema público de saúde, a companhia vê nesse segmento uma oportunidade estruturante de expansão.

O movimento, no entanto, depende não apenas de capacidade operacional, mas de evolução no nível de investimento e de políticas voltadas à prevenção e diagnóstico.


Tecnologia e automação impulsionam eficiência


A inovação tecnológica aparece como principal alavanca de crescimento.

A Roche vem investindo em:

  • sistemas preditivos com sensores integrados

  • automação de processos laboratoriais

  • inteligência aplicada à cadeia de suprimentos e serviços

Essas soluções aumentam eficiência, reduzem falhas operacionais e ampliam a capacidade de atendimento em escala.

Entre os destaques está um sensor de monitoramento de glicemia que utiliza inteligência artificial para prever variações com até sete horas de antecedência, antecipando decisões clínicas.


Escala global e impacto local


Globalmente, a companhia realizou 31 bilhões de testes em 2025, sendo 1,6 bilhão no Brasil, o que reforça o peso do país dentro da operação.

Ainda assim, o principal desafio apontado não está na capacidade da empresa, mas no ambiente estrutural do setor de saúde.

A ampliação do mercado de diagnósticos depende diretamente do avanço em políticas públicas, investimentos e mudança de mentalidade em relação à prevenção.


Uma mudança estrutural no setor de saúde


O movimento da Roche reflete uma transformação mais ampla: a transição de um modelo reativo para um modelo preventivo, orientado por dados e tecnologia.

Nesse cenário, empresas que conseguem integrar inovação, escala e leitura de mercado tendem a assumir papel relevante na reconfiguração do setor.

Dentro do ambiente do LIDE Goiás, discussões como essa ampliam o debate sobre inovação em saúde, eficiência sistêmica e o papel da tecnologia na construção de modelos mais sustentáveis de crescimento.

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