Shoulder cresce sem capital externo e se aproxima de 100 lojas no Brasil
- Gabriel V.
- 8 de abr.
- 2 min de leitura
Marca reforça modelo próprio de operação e amplia presença no varejo de moda premium

Beny Majtlis, CEO da Shoulder. (Foto: Divulgação) Em um mercado onde expansão costuma estar associada a capital externo, franquias ou abertura de capital, a Shoulder segue um caminho menos comum. A marca brasileira de vestuário premium tem acelerado seu crescimento mantendo controle integral da operação e financiando sua expansão com recursos próprios.
Fundada há 45 anos no Bom Retiro, em São Paulo, a empresa se aproxima da marca de 100 lojas no país, com a abertura de novas unidades ao longo do ano. O movimento reforça uma estratégia que combina consistência operacional com posicionamento claro no segmento.
Expansão sustentada e avanço em novos mercados
A expansão recente da Shoulder inclui tanto lojas de rua em regiões valorizadas da capital paulista, como Moema e Vila Nova Conceição, quanto a entrada em cidades médias, onde o consumo de moda premium segue em amadurecimento.
Esse avanço indica uma leitura estratégica do mercado: além de consolidar presença em grandes centros, a marca busca capturar demanda em regiões com menor saturação e maior potencial de crescimento.
O desempenho financeiro acompanha esse movimento. Em 2025, a companhia atingiu faturamento de R$ 1,2 bilhão bruto, mais que o dobro registrado em 2021, evidenciando um ciclo consistente de crescimento.
Modelo operacional como diferencial competitivo
Parte relevante desse resultado está na estrutura do negócio. A Shoulder opera com um modelo verticalizado, mantendo controle direto sobre suas lojas e integrando diferentes etapas da cadeia produtiva.
Atualmente, a marca está presente em 25 capitais brasileiras, com a receita distribuída entre:
varejo físico, responsável por cerca de 60%
canais digitais, com 22%
atacado e multimarcas, representando 18%
A operação é centralizada em um complexo no Bom Retiro que reúne fábrica, escritório, showroom e estrutura de testes, reforçando a estratégia de integração e controle de qualidade.
“Não é a minha marca contra a marca do vizinho, é a minha cadeia contra a cadeia do vizinho”, afirma Beny Majtlis, CEO da Shoulder, ao destacar o diferencial competitivo do modelo.
Reposicionamento de marca impulsiona crescimento
O ciclo mais acelerado de expansão teve início a partir de 2021, após um reposicionamento estratégico conduzido durante a pandemia.
A empresa identificou a necessidade de ampliar o desejo em torno da marca, mesmo já contando com uma base consolidada de consumidores. A partir disso, promoveu ajustes na identidade visual e no portfólio, fortalecendo sua presença no segmento premium.
O movimento evidencia uma mudança importante: crescimento sustentável não depende apenas de escala, mas de percepção de valor.
Um modelo que contrasta com o padrão do setor
A trajetória da Shoulder reforça um ponto relevante no varejo atual: nem toda expansão precisa estar atrelada à diluição de controle ou à busca por capital externo.
Ao apostar em um modelo próprio, com operação integrada e posicionamento bem definido, a empresa constrói uma alternativa ao padrão dominante do setor.
Mais do que crescimento, trata-se de consistência estratégica.
Crescimento, controle e posicionamento no centro das decisões
O avanço da Shoulder reflete uma tendência mais ampla entre empresas que buscam equilibrar expansão com controle operacional e construção de marca.
Dentro do ambiente do LIDE Goiás, movimentos como esse reforçam a importância de decisões estruturadas, que conectam estratégia, operação e posicionamento de longo prazo.



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