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América do Sul ganha relevância na cadeia global de terras raras e pode reduzir dependência da China

  • Foto do escritor: LIDE Global
    LIDE Global
  • 16 de abr.
  • 2 min de leitura

A reorganização das cadeias globais de suprimento de minerais críticos abre uma nova frente estratégica para a América do Sul. Um estudo da KPMG aponta que a região reúne condições para assumir protagonismo no fornecimento de terras raras, insumos essenciais para a transição energética e para a indústria de alta tecnologia.


O movimento ocorre em um contexto de crescente pressão global por diversificação de fornecedores, diante da forte concentração produtiva na Ásia.


Estudo aponta a energia circular como eixo estratégico para complementar o suprimento primário. (Foto: Freepik)

Estudo aponta a energia circular como eixo estratégico para complementar o suprimento primário. (Foto: Freepik)


Dependência global expõe vulnerabilidade estratégica


Atualmente, mais de 70% da produção mundial de terras raras está concentrada na China, o que cria um cenário de dependência e risco para cadeias industriais estratégicas.

Segundo Manuel Fernandes, sócio-líder de Energia e Recursos Naturais da KPMG no Brasil e na América do Sul, esse cenário tende a se intensificar com o avanço da agenda climática.


“O desafio é claro. A concentração da produção gera vulnerabilidades que podem comprometer metas climáticas e o próprio fornecimento global”, afirma.

Nesse contexto, o Brasil aparece como um dos principais vetores de mudança, ao concentrar a segunda maior reserva mundial de terras raras, embora ainda ocupe posição pouco relevante na produção.


Oportunidade está na capacidade de execução


O relatório aponta que o avanço da região depende menos da disponibilidade de recursos e mais da capacidade de estruturar a cadeia produtiva.

Entre as principais frentes estratégicas estão:

  • diversificação geográfica da produção, com exploração de reservas ainda não desenvolvidas

  • desenvolvimento de capacidade local de processamento, ampliando agregação de valor

  • fortalecimento da economia circular, com reciclagem de componentes eletrônicos e industriais

  • incorporação de análise de riscos geopolíticos e climáticos no planejamento

A combinação desses fatores pode reposicionar a América do Sul como um player relevante em um mercado que tende a crescer de forma acelerada nos próximos anos.


Transição energética pressiona demanda global


A expansão de veículos elétricos, energias renováveis e tecnologias avançadas deve impulsionar a demanda por terras raras em níveis sem precedentes.

Esse crescimento pressiona não apenas a produção, mas toda a estrutura da cadeia, exigindo novas estratégias de fornecimento e redução de dependência.

Segundo Fernandes, o cenário exige soluções complementares.


“A economia global terá que avançar em alternativas como reciclagem de ímãs, desenvolvimento de tecnologias substitutivas e modelos baseados em economia circular para garantir estabilidade no suprimento”, destaca.

Mais do que mineração, uma agenda estratégica


O avanço da América do Sul nesse setor não se resume à exploração mineral. Trata-se de uma oportunidade de inserção mais qualificada nas cadeias globais de valor.

Países que conseguirem desenvolver processamento, tecnologia e governança tendem a capturar maior valor econômico e relevância geopolítica.

Nesse cenário, o Brasil reúne condições para liderar esse movimento, desde que consiga transformar potencial em execução.


Conexão com o LIDE Goiás


Esse tipo de discussão amplia o olhar sobre competitividade e posicionamento global.

A transição energética, a reorganização das cadeias produtivas e a disputa por recursos estratégicos passam a impactar diretamente decisões empresariais.

É nesse nível de análise que o ambiente do LIDE se posiciona, conectando líderes a temas que vão além do operacional e influenciam o futuro dos negócios.

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