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Tecnologia se torna gargalo na área tributária e expõe risco operacional nas empresas

  • AGÊNCIA EY
  • 31 de mar.
  • 3 min de leitura

A transformação digital avançou em praticamente todas as áreas das empresas. Mas, na função tributária e financeira, ela ainda revela um desalinhamento crítico.

A transformação digital avançou em praticamente todas as áreas das empresas. Mas, na função tributária e financeira, ela ainda revela um desalinhamento crítico.

Segundino De La Fuente, sócio de impostos da EY Brasil. (Foto: Divulgação) Estudo global da EY aponta que 45% dos líderes tributários e financeiros reconhecem que a dificuldade em lidar com dados, inteligência artificial e tecnologia já compromete diretamente o desempenho da área.

O dado não indica apenas um atraso operacional. Ele expõe um risco crescente de conformidade, reputação e perda de eficiência em um ambiente onde o fisco se torna cada vez mais digital.


O fisco evoluiu. As empresas, nem sempre


A relação entre empresas e autoridades fiscais passa por uma mudança estrutural. Governos têm adotado ferramentas de análise avançada e inteligência artificial para monitorar operações em tempo real, ampliando o nível de exigência sobre transparência e precisão das informações.

Nesse novo cenário, o problema deixa de ser apenas cumprir obrigações. Passa a ser a capacidade de responder com agilidade e consistência a um sistema que já opera com base em dados integrados.

Segundo Segundino De La Fuente, sócio de impostos da EY Brasil, a mudança exige revisão do modelo operacional. “Contar com dados limpos, organizados e centralizados é fundamental para evitar riscos e garantir conformidade”, afirma.

O ponto crítico é que essa estrutura ainda não está consolidada na maior parte das empresas.


Dados fragmentados limitam estratégia e execução


Os números do estudo mostram um descompasso relevante entre intenção e execução.

Apenas 16% dos executivos se dizem muito confiantes na capacidade de executar sua estratégia de dados. Menos de 25% apontam alta maturidade no gerenciamento dessas informações.

Além disso:

  • 91% das empresas admitem operar com dados fragmentados em silos

  • Apenas 38% possuem alinhamento entre estratégia de dados e estratégia do negócio

  • Só 21% integram dados com a estratégia de tecnologia

Na prática, isso significa que muitas empresas ainda tratam dados como suporte operacional, e não como ativo estratégico.


IA não avança por falta de base estruturada


A inteligência artificial aparece como promessa de eficiência, mas esbarra em um problema mais básico: a qualidade dos dados.

Para 80% dos entrevistados, a ausência de dados estruturados é o principal obstáculo para adoção de IA na área tributária e financeira.

O reflexo é direto na execução:

  • Apenas 17% das áreas tributárias se consideram muito eficazes no uso de dados

  • Nas áreas financeiras, esse número cai para 13%

Sem integração e governança, a tecnologia não escala. E sem escala, não gera vantagem competitiva.


O risco não é tecnológico. É estratégico


O principal erro de leitura aqui é tratar o tema como um problema técnico.

Na prática, trata-se de uma decisão de gestão.

Empresas que não estruturam dados, governança e tecnologia de forma integrada tendem a:

  • aumentar exposição a riscos fiscais

  • perder eficiência operacional

  • comprometer decisões estratégicas

  • limitar ganhos com automação e IA

Enquanto isso, organizações que tratam dados como infraestrutura conseguem transformar a função tributária em um centro de inteligência e não apenas de conformidade.


O que separa empresas que avançam das que travam


O estudo aponta um padrão claro entre as empresas que conseguem evoluir:

  • dados centralizados

  • uso de plataformas integradas

  • governança estruturada

  • alinhamento entre tecnologia, operação e estratégia

Não é sobre ter mais ferramentas. É sobre ter um modelo que funcione.


Conexão com o LIDE Goiás


Esse tipo de desafio não se resolve apenas com tecnologia, mas com decisão.

É nesse ponto que o ambiente do LIDE se diferencia. A troca entre líderes permite antecipar riscos que ainda não são visíveis na operação do dia a dia, mas que já impactam a competitividade no médio prazo.

Porque, hoje, a eficiência tributária deixou de ser apenas obrigação. Passou a ser parte da estratégia.


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