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Ofertas no mercado de capitais somam R$ 838,8 bilhões e alcançam recorde em 2025

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    LIDE Global
  • 27 de jan.
  • 2 min de leitura

Volume cresce 6,4% no ano, impulsionado por títulos de dívida, securitização e emissões imobiliárias, segundo a Anbima.



Ofertas no mercado de capitais somam R$ 838,8 bilhões e alcançam recorde em 2025

Cesar Mindof, diretor da Anbima. (Foto: Divulgação)


As ofertas no mercado de capitais atingiram R$ 838,8 bilhões em 2025, maior volume da série histórica iniciada em 2012, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O montante representa crescimento de 6,4% em relação a 2024, até então o ano de maior captação.

O desempenho foi concentrado no último trimestre, responsável por 37,1% do total. Dezembro registrou o maior volume mensal da série, com R$ 116,1 bilhões.

“Na nossa avaliação, esse resultado se deve às condições favoráveis de mercado e às discussões sobre tributação, o que levou muitas companhias a anteciparem captações. Olhando para frente, temos boas expectativas para 2026, mas haverá a volatilidade natural de um ano eleitoral e temos todo um cenário externo que deve ser observado”, afirma Cesar Mindof, diretor da Anbima.

Entre os instrumentos, as debêntures lideraram, com R$ 492,8 bilhões em ofertas, alta de 4,0% na comparação anual. Os recursos foram direcionados principalmente para infraestrutura (35,0%) e pagamento de dívidas (26,2%). As debêntures incentivadas pela Lei 12.431 também atingiram recorde, com R$ 178,0 bilhões.


Ao todo, 26 setores acessaram esse tipo de financiamento. Energia elétrica liderou, com R$ 119,8 bilhões, seguida por transportes e logística (R$ 88,3 bilhões), financeiro (R$ 79,5 bilhões) e saneamento (R$ 44,5 bilhões). No mercado secundário, o volume negociado de debêntures cresceu 33,9% e somou R$ 947,4 bilhões, superando o total emitido no mercado primário.

As notas comerciais alcançaram R$ 51,8 bilhões em 2025, crescimento de 18,9% em relação ao ano anterior.


Na securitização, os FIDCs captaram R$ 90,8 bilhões, alta de 9,5%. “Com mais de mil operações no ano, o instrumento respondeu por 42% da quantidade de ofertas de renda fixa em 2025, o que evidencia seu papel estratégico dentro do mercado de capitais como alternativa de financiamento para empresas de vários portes”, afirma Guilherme Maranhão, presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima.


Os CRAs somaram R$ 46,2 bilhões, aumento de 11,1%, enquanto os CRIs totalizaram R$ 49,0 bilhões, queda de 20,2% na comparação anual.


Entre os híbridos, os FIIs registraram R$ 79,2 bilhões em emissões, maior volume da série histórica, com crescimento de 77,2%. Do total investido por pessoas físicas em ofertas públicas em 2025, estimado em R$ 81,0 bilhões, 27,6% foram destinados a esses fundos. Os Fiagros encerraram o ano com R$ 6,4 bilhões em ofertas, alta de 31,3%.


No mercado externo, as emissões de renda fixa alcançaram US$ 31,6 bilhões em 2025, maior volume desde 2014. As empresas responderam por 61,6% do total, com predominância de papéis com vencimento entre seis e dez anos.

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