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Netflix aposta em eventos ao vivo e videocasts no Brasil e acelera expansão no país, diz co-CEO

  • Foto do escritor: LIDE Global
    LIDE Global
  • 27 de jan.
  • 2 min de leitura

Em visita a São Paulo para inaugurar novo escritório, Greg Peters detalha planos de crescimento, novas contratações e destaca a HBO como ativo-chave na negociação pela Warner Bros.


Netflix aposta em eventos ao vivo e videocasts no Brasil e acelera expansão no país, diz co-CEO

Greg Peters, co-CEO da Netflix. (Foto: Marcos Serra Lima/ Netflix)


A Netflix pretende ampliar sua atuação no Brasil com novos formatos de conteúdo, como eventos ao vivo e videocasts, além de reforçar investimentos e contratações no país. As afirmações foram feitas por Greg Peters, co-CEO global da companhia, em entrevista à Bloomberg Línea durante passagem por São Paulo para a inauguração do novo escritório da empresa.


A visita marca os 15 anos da Netflix no Brasil e a abertura da nova sede na avenida Rebouças, na zona oeste da capital paulista, que recebeu investimento superior a R$ 140 milhões.


Em meio às negociações avançadas para a aquisição da Warner Bros, Peters demonstrou entusiasmo com a operação, especialmente pelo ativo HBO, que considera uma das marcas mais fortes da televisão global. Segundo ele, a expectativa é concluir a primeira fase do negócio entre março e junho, após aprovações regulatórias e de acionistas.


“A HBO construiu, ao longo do tempo, uma reputação muito clara de TV de prestígio. As pessoas sabem o que esperar de uma série da HBO”, afirmou o executivo.


Após a conclusão da transação, a estratégia da Netflix será ampliar a distribuição global de conteúdos consagrados, permitindo que produções já reconhecidas encontrem públicos maiores em diferentes mercados — o que, segundo Peters, viabiliza novas renovações e investimentos criativos.


Paralelamente, a empresa avança em novos formatos, com destaque para transmissões ao vivo. A Netflix já realizou eventos do tipo nos Estados Unidos e em outros mercados e confirmou que o Brasil está no radar.

“O ponto não é se vai acontecer no Brasil, é quando”, disse Peters, destacando os desafios técnicos e de infraestrutura para suportar picos de audiência.

Além dos eventos ao vivo, a plataforma pretende crescer em videocasts, vídeos curtos, formatos verticais e conteúdos interativos, disputando espaço com YouTube e TikTok, mas com foco em conteúdo profissional, mesmo quando criado por talentos que surgiram nessas plataformas. A empresa já fechou acordos com Spotify e negocia parcerias semelhantes para levar videocasts em vídeo com exclusividade para a Netflix.


Esses movimentos devem ser acompanhados por novas aquisições, dentro de uma estratégia de crescimento inorgânico. Segundo Peters, a companhia seguirá comprando empresas e propriedades intelectuais, mas com negócios de porte menor do que a negociação atual com a Warner.


O Brasil ocupa posição estratégica nesse plano. Nos últimos três anos, a Netflix trabalhou com mais de 40 produtoras brasileiras, e em 2025, 25 produções nacionais alcançaram o top 10 global. Títulos como o filme Caramelo e a série Os Donos do Jogo impulsionaram em 60% a audiência global de conteúdos brasileiros no segundo semestre do ano passado.

“Ainda há muito a ser feito aqui. Precisamos continuar investindo, trabalhando com criadores e contando histórias incríveis”, afirmou Peters.

A América Latina encerrou o último trimestre de 2025 com faturamento de US$ 1,42 bilhão, alta de 20% em relação ao ano anterior, com o Brasil visto pela companhia mais pelo potencial de crescimento e engajamento do que apenas pela receita atual.

*Com informações da Bloomberg Línea


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