Zero Açúcar vira aposta central de Coca-Cola e Pepsi para crescer entre jovens
- LIDE Global

- 23 de jan.
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Versões sem açúcar avançam nas vendas e se consolidam como estratégia para recuperar volume e relevância entre consumidores da Geração.

Versões tradicionais da Coca-Cola e PepsiCo perderam espaço no mercado dos Estados Unidos.
(Foto: Freepik)
As versões Zero Açúcar se tornaram o principal vetor de crescimento das grandes fabricantes de refrigerantes nos Estados Unidos. Coca-Cola e PepsiCo ampliaram as vendas dessas linhas nos primeiros nove meses de 2025, enquanto as versões tradicionais com açúcar perderam espaço no mesmo período, segundo a Bloomberg.
A mudança de estratégia aparece de forma clara nas ações de marketing. A PepsiCo retomou o Pepsi Challenge após cinco décadas, colocando frente a frente apenas versões Zero Açúcar, e decidiu levar essa formulação ao centro de sua campanha no Super Bowl, priorizando a bebida sem calorias em um dos anúncios mais caros do evento.
No setor, executivos avaliam que o termo “diet” perdeu apelo entre consumidores jovens, enquanto “Zero Açúcar” passou a dialogar melhor com preocupações ligadas a bem-estar, ainda que ambos os produtos não tenham calorias. Esse reposicionamento impulsionou a categoria: no ano passado, os refrigerantes Zero Açúcar responderam por mais da metade do crescimento das vendas do setor nos EUA.
A tendência se estendeu a outros fabricantes. A Keurig Dr Pepper, que não tinha opções Zero Açúcar em 2020, passou a investir fortemente nessa linha, descontinuou versões diet de marcas tradicionais e ampliou o portfólio com novos sabores. A estratégia contribuiu para o crescimento da divisão de bebidas e para maior conexão com a Geração Z, público mais disposto a testar novos produtos.
Para as empresas, a expansão do Zero Açúcar é uma resposta direta à queda estrutural do consumo de refrigerantes nas últimas duas décadas, pressionado pela migração para água e bebidas energéticas. Ao concentrar investimentos nessas versões, as companhias buscam preservar participação de mercado, estimular vendas e reposicionar marcas tradicionais diante de novos hábitos de consumo.



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